sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Última semana

Já aqui tive a oportunidade de defender a importância de uma maioria absoluta, no momento de crise que, infelizmente, vivemos. Acreditei, ao longo desta Legislatura, que a renovação da maioria Socialista na Assembleia da Republica, seria o cenário mais provável. Hoje e depois de tudo o que se passou que agora não vale a pena referir, é por demais evidente que nem o PS nem qualquer outro Partido irá obter essa maioria absoluta.
As sondagens só irão merecer a minha confiança, caso os resultados que se irão verificar no dia 27, se aproximem destes estudos, caso contrário, não passaram de números disponíveis à manipulação dos seus executantes.

Ainda assim, tomemos como credíveis, os resultados da última sondagem.

O primeiro dado a reter é que a esquerda já consegue obter uma maioria absoluta com 2 partidos, PS e BE. A CDU desce e o CDS parece aumentar, se tivermos em conta a sua tradição nestes estudos.
O afastamento verificado entre os dois "verdadeiros" candidatos a PM, após as rondas de debates mostram que, nas abordagens que fiz, tinha razão: Socrates esteve bem melhor que Ferreira Leite.

O Jornal Sol já disponibiliza no seu site, a primeira página da edição que amanhã vai para as bancas. Em grande destaque surge uma "putativa" vontade de Francisco Louçã em forçar o PS a negociar com o BE, aquando da constituição do novo Governo. Pode ainda ler-se que Louçã "reza" para que o BE e o PS tenham a "dita cuja" maioria.

Uma coisa é certa, Francisco Louçã ainda não percebeu qual é a formula para que o resultado que ambiciona seja realidade. Não é atacando a toda a hora o PS que vai lá e com isto não quero dizer que o não deva fazer.

Neste campo, realço a postura do Dr. Portas. Ele sabe que só voltará (credo!) para o Governo, caso Ferreira Leite ganhe. Há muito tempo que não o vejo atacar Ferreira Leite, pelo menos de forma explicita.

A última semana será, absolutamente, decisiva.

7 comentários:

  1. O TEU FUTURO SÓ DEPENDE DE TI Assim chegará aos 700 000 funcionários públicos, que deixaram de o ser desde 1 de Janeiro de 2009 com a Lei 12-A. Sr. Primeiro Ministro É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar publicamente os funcionários públicos, de fazer tudo para colocar a população contra nós, de alterar os direitos adquiridos para a aposentação, nem de aprovar o novo regime de Vínculos Carreiras e Remunerações que acaba com as carreiras, as garantias que tínhamos e os direitos adquiridos que tínhamos, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação. Não tinha procedido a despedimentos, para de seguida contratar novos colegas, com quem simpatiza mais. Não tinha criado o SIADAP desta forma, para promover e contemplar quem dá graxa aos chefes, e impedido a carreira a quase todos os funcionários. Não chega uma vida inteira para chegar ao meio da carreira em muitas situações. Não tinha criado um sistema de escolha dos dirigentes que fazem o que lhe interessa, podendo até serem de fora do sistema, acabando com os concursos e com as oportunidades para os que são já funcionários públicos experientes e reconhecidos. NÃO TINHA DESTRUÍDO A FUNÇÃO PUBLICA, DEIXANDO O VAZIO, POIS ATÉ NEM SABE O QUE É, ESTA NOBRE FUNÇÃO DE SERVIR TODOS, INDEPENDENTE DAS RAÇAS, SITUAÇÃO SOCIAL E ASCENDÊNCIA FAMILIAR. As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos virà televisão pedir para que apertemos o cinto. Chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover todas estas enormes afrontas. Somos 700 000, o equivalente a 14% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de 5 meses, grande parte dos funcionários votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido não só não terá mais a maioria mas perderá as próximas eleições e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos funcionários públicos. Colegas, quem foi capaz de aguentar a perseguição, a desmotivação, a perda de horizontes para a sua vida, sentir que pode ser despedido a qualquer momento com os mapas anuais de pessoal, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS. Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher; maiorias nunca mais. Os funcionários públicos, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 1 000 000. Os Funcionários Públicos deverão estar unidos, esta união deverá ser para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

    ResponderEliminar
  2. TANTO DESPESPERO!

    PORQUE SERÁ?

    ResponderEliminar
  3. Vamos todos esperar os resultados das eleições

    Lembram-se das europeias?

    Cumpts

    ResponderEliminar
  4. Sempre votei no PS mas fiquei desiludido quando
    tive oportunidade de ver na apresentação realizada na Cerca e o discurso de Armando de Almeida. Porquê esta escolha? Porque temos novamente de perder as eleições com tão fraco candidato? O nosso PS Gouveense não tinha ninguém melhor?
    Que falta de visão do futuro, que pobreza de argumentos.
    Tenho pena mas pela 1ª vez, não vou votar sendo esta minha opinião manifestada com muitos outros militantes.

    ResponderEliminar
  5. Bem se vê que és um falso socialista, porque neste momento o que importa é mesmo as legislativas …

    ResponderEliminar
  6. Caro PS desiludido, ficou desiludido com o que viu na cerca? Olhe, eu saí de lá com a certeza de que temos um bom programa e que temos bons candidatos.

    Mas se calhar, a sua desilusão não teve a ver com a apresentação, antes sim, com o estado degradante a que o executivo PSD/Álvaro Amaro, votou aquele magnifico espaço.

    Cumps

    ResponderEliminar
  7. Caro Pedro, nem mais.
    Prudência é o que se pede, quando se analisam números. Certo é que a abstenção será menor, logo a fiabilidade destes resultados é bem superior às sondagens das europeias.

    Cumps

    ResponderEliminar